🎯 Subsídios Bíblicos para a Lição dos Adultos (CPAD).  3° Trimestre de 2023

A Bíblia apresenta uma visão clara e abrangente sobre o pecado, suas consequências e a necessidade de redenção. No entanto, ao longo dos anos, a seriedade do pecado tem sido diminuída e sua natureza distorcida.

I – A NATUREZA DO PECADO

1. Definição bíblica do pecado.

  O Novo Testamento emprega diversas palavras em grego para descrever o pecado em seus vários aspectos, fornecendo uma compreensão mais abrangente dessa realidade.

(a) Hamartia: Esta palavra grega significa “transgredir”, “praticar o mal” ou “pecar contra Deus” (João 9.41). Hamartia destaca a ação de cometer erros, falhar ou se desviar do caminho correto. Ela enfatiza a natureza transgressora do pecado e sua ofensa a Deus.

(b) Adikia: Essa palavra grega significa “iniquidade”, “maldade” ou “injustiça” (Romanos 1.18; 1 João 5.17). Ela descreve o pecado como uma violação do padrão divino de justiça e amor. Adikia revela a falta de amor a Deus e ao próximo, pois todos os delitos surgem de uma ausência de amor (Mateus 22.37-40; Lucas 10.27-37). Além disso, adikia também se refere ao pecado como um poder que escraviza e engana o indivíduo (Romanos 5.12; Hebreus 3.13).

(c) Anomia: Essa palavra grega denota a “ilegalidade”, “iniquidade” e “rebeldia contra a Lei de Deus” (Mateus 7.23; 1 João 3.4).

Ela destaca a violação deliberada e consciente dos mandamentos de Deus. Anomia representa a negação da autoridade divina e uma atitude de desobediência à Lei de Deus.

d) Apistia: Essa palavra grega indica “incredulidade” ou “infidelidade” (Hebreus 3.12; 3.19). Apistia descreve uma falta de fé e confiança em Deus, resultando em desobediência e afastamento dos Seus caminhos.

2. A queda do homem

  A queda do homem é um evento fundamental na compreensão do pecado. No livro de Gênesis, somos apresentados ao relato da queda de Adão e Eva. Ao desobedecerem a Deus e comerem do fruto proibido, eles introduziram o pecado no mundo. Esse ato de rebelião afetou toda a humanidade, resultando em uma natureza pecaminosa e uma propensão inata para o pecado.

3. A universalidade do pecado

  A universalidade do pecado é um aspecto crucial para entendermos sua natureza. A Bíblia afirma claramente que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). O pecado não é exclusivo de alguns indivíduos, mas permeia toda a raça humana.

Essa universalidade demonstra a nossa incapacidade de alcançar a perfeição por nossos próprios esforços e a necessidade de uma intervenção divina para a nossa redenção.

I – AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

O pecado tem consequências devastadoras, tanto para a relação entre o ser humano e Deus quanto para a nossa própria condição. Essas consequências nos alertam sobre a gravidade do pecado e a necessidade de redenção.

1. Separação de Deus.

  Uma das principais consequências do pecado é a separação de Deus. O pecado cria uma barreira entre o homem e o seu Criador, rompendo a comunhão que Deus desejava ter com a humanidade.

  O afastamento de Deus resulta em um vazio espiritual e na incapacidade de experimentar plenamente o propósito para o qual fomos criados.

  No livro de Isaías 59:2 (ARC), encontramos a seguinte afirmação: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”

Nessa passagem, fica claro que o pecado cria uma barreira entre o homem e Deus, ocultando o rosto divino e afetando a comunhão entre ambos. Essa separação é resultado direto das iniquidades e pecados cometidos pela humanidade.

  Além disso, o Salmo 51:11 (ARC) ilustra a angústia do salmista Davi diante da possibilidade de ser separado da presença de Deus. Ele clama: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.”

Essa súplica evidencia a percepção de Davi sobre a importância de permanecer na presença de Deus, buscando evitar qualquer separação dessa comunhão íntima com o Criador.

  A separação de Deus resulta em um vazio espiritual e na incapacidade de experimentar plenamente o propósito para o qual fomos criados. Esse vazio é descrito por Jesus em João 10:10b (ARC), onde Ele diz: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.” Essa vida abundante só pode ser experimentada em comunhão com Deus, e a separação causada pelo pecado nos priva dessa plenitude.

2. Morte espiritual e física.

  Além da separação, o pecado também traz consigo a morte. Essa morte pode ser entendida em duas dimensões: espiritual e física. A morte espiritual refere-se à separação eterna de Deus e à perda da vida eterna. A morte física, por sua vez, é a consequência física do pecado, onde nossos corpos mortais experimentam o fim da vida neste mundo.

Está escrito em Romanos 6:23 (ARC): “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”

  Nesse versículo, é evidenciado que o pecado tem um custo, que é a morte. Essa morte não se restringe apenas à dimensão física, mas também à morte espiritual, representando a separação de Deus. A vida eterna em Cristo, por outro lado, é o dom gratuito de Deus para aqueles que creem e se reconciliam com Ele.

4. Corrupção da natureza humana.

  A natureza pecaminosa resultante da queda também tem implicações significativas. Ela se manifesta em nossas inclinações e desejos egoístas, na tendência de priorizar o próprio bem-estar em detrimento dos outros. Essa corrupção afeta todas as áreas da nossa vida, distorcendo nossos relacionamentos, pensamentos e ações.

LEIA: Lição 2 A Deturpação da Doutrina Bíblica do pecado

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