A Igreja Diante do Espirito da Babilônia

Texto Chave: Ap 17.1-18

O capítulo 17 de Apocalipse trata do movimento religioso mundial que haverá naqueles últimos dias. Será uma falsa igreja mundial apoiada inicialmente pela Besta.

Versículo 1. “A grande meretriz”.

 Na Bíblia, religiões falsas são chamadas prostituições, porque são uma forma de infidelidade a Deus. (Ler Isaías 23.17; Naum 3.4.) “Sentada sobre muitas águas”. Isto é explicado no versículo 15.

Versículo 2. “Com quem se prostituíram os reis da terra.”

Isso indica que esse falso movimento religioso se estenderá por todo o mundo. “Os que habitam na terra”. Não apenas os reis, os grandes, mas os demais habitantes da terra.

Versículo 3. “Vi uma mulher”.

Sendo a mulher, na visão, uma meretriz, isso indica um falso sistema religioso. “Montada numa besta”, um falso sistema político. Trata-se da confederação de nações sob o governo do Anticristo. Nesse tempo a igreja falsa conduz à Besta, mas depois, esta se virará contra aquela e a destruirá, como vemos no versículo 16. Isto a Besta fará para que possa implantar uma nova religião – sua própria adoração, na segunda metade da Grande Tribulação. O Falso Profeta cuidará disso, tornando obrigatório esse culto.

Versículo 5. “Na sua fronte achava-se escrito um nome, mistério”.

A palavra mistério, associada à mulher, identifica-a com ritos religiosos, mistérios das falsas religiões, como magia, ocultismo, iniciações, etc. Indica também que se trata aqui de algo místico, não literal, equivalente a sinal.

“Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra”.

O nome Babilônia associado à mulher indica que a religião predominante durante a Grande Tribulação será o espiritismo sob as mais variadas formas. Hoje já se vê indícios disso por toda parte. Diz Jeremias 51.7: “Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações, por isso enlouqueceram”. Aqui se vê que Babilônia tem sido a mãe dos falsos sistemas religiosos.

A história nos conta que as religiões falsas (que sempre incluem a idolatria) tiveram sua origem com Ninrode e sua mulher Semíramis, no primitivo reino de Babel (donde vem Babilônia), em Gênesis 10.8-10. Ele foi o primeiro imperialista da história (Gn 10.10,11). Ele também liderou o povo no primeiro ato religioso (falso), que foi a construção da torre de Babel, cujo único objetivo (como os demais semelhantes) era o culto idolatra (Halley, Manual Bíblico, 84). Hoje essas falsas religiões estão no seu auge, a caminho do reinado do Anticristo, ocupando-se de práticas ocultas, como magia negra, sessões espíritas, contatos com demônios, milagres, feitiçaria, astrologia, etc.

SAIBA MAIS EM:

A Igreja de Cristo e o Império do Mal (Revista Cristão Alerta 3° T. de 2023)

 

Versículo 9. As sete cabeças da Besta.

Isto é também mencionado nos versículos 3,7. Figuram sete montes e também sete reis ou reinos, segundo está explicado aqui, pelo anjo que conduziu João para mostrar a visão. Muitos comentadores da Bíblia acham que os sete montes são uma referência a Roma, que originalmente foi edificada sobre sete montes, e também pelo fato de ter absorvido em grande parte o culto idolatra babilônico, ainda hoje visto disfarçadamente na liturgia da Igreja Romana. A criação do Mercado Comum Europeu, em Roma, em 1957, é também sintomático. Pode ser. Não podemos afirmar categoricamente.

Versículo 10. Os dez reis ou reinos são Os dez chifres da Besta.

Ver também os versículos 3,7. “São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco”. Desses sete reinos, seis são hoje passados: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma. O sétimo é ainda futuro. Será uma forma do antigo Império Romano, constituído de dez reinos confederados, equivalentes aos dez dedos das duas pernas desse antigo Império Romano (Dn 2.42-44).

Daniel 7.24 diz: “dez reis que se levantarão daquele mesmo reino”. É, pois, uma forma daquele antigo império. É claro que não poderá ser o mesmo, porque aquele era regido por um único soberano, e o futuro sê-lo-á por dez reis com suas dez capitais. Eles formarão uma confederação de nações durante a Grande Tribulação. Dizemos confederação porque num pé os dedos são ligados (Dn 2.42). Com a formação desses dez Estados estará pronto o palco para a formação do reino do Anticristo – o oitavo rei (v. 11).

A área geográfica desses dez reinos é a mesma do antigo Império Romano, isto é, parte da Europa, parte da Ásia e parte da África. (Ver um mapa do antigo Império Romano.)

Versículo 11. A Besta – o oitavo rei.

A Besta, isto é, o Anticristo, é o oitavo rei ou reino mundial. Esse reino emergirá do anterior, diz este versículo, em outras palavras: “quando o Anticristo assumir o controle dos dez países, isso será o oitavo reino”. Revelação idêntica Deus deu a Daniel em 7.24 do seu livro.

O Anticristo assumirá o controle dos dez países existentes, através de:

1) guerra contra esses países (Dn 7.24b);

2) consentimento dessas nações. “Têm estes um só pensamento, e oferecem à Besta o poder e a autoridade que possuem” (17.13).

Talvez inicialmente faça pactos de não-agressão com esses países. Os “muitos” da aliança citada por Daniel (9.27) podem referir-se a isso, além de Israel. Talvez a diferença entre o sétimo e oitavo reinos seja a seguinte: o sétimo é constituído de países independentes, mas confederados (assim como o Mercado Comum Europeu); e o oitavo é composto dos mesmos países, porém sob o governo do Anticristo.

Versículo 16. A mulher é falsa igreja mundial

A mulher, como já mostramos, é a falsa igreja mundial, com sua religião liberal, atraente e sincretista, que guindará o Anticristo ao poder sobre os dez países, nos primeiros três anos e meio. Quando os dez países passarem para o domínio do Anticristo, formando seu reino, no início dos últimos três anos e meio, eles juntamente com a Besta destruirão a igreja falsa para que a nova forma de culto tenha lugar – o da Besta. É isso que vemos no versículo 16.

O ecumenismo hoje tão defendido e desejado por aqueles que gostam do caminho largo, porque permite tudo, é um certeiro sinal da futura religião da Besta.

Versículo 18. Há duas coisas implícitas no símbolo da mulher:

1) um sistema religioso (17.1-6);

2) uma cidade onde o falso sistema religioso terá sua sede (v. 18).

SAIBA MAIS VEJA: Lição 1 – A Igreja Diante do Espirito da Babilônia

Artigo: Pr. Antonio Gilberto

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