O Espirito da Babilônia na Bíblia

🎯 Subsídios Bíblicos para a Lição dos Adultos (CPAD).  3° Trimestre de 2023

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A Igreja de Cristo e o Império do Mal (Revista Cristão Alerta 3° T. de 2023)

Lição 1 A Igreja Diante do Espirito da Babilônia

VERSÍCULO CHAVE:

E, na sua testa, estava escrito o nome: Mistério, a Grande Babilônia, a Mãe das Prostituições e Abominações da Terra.” (Ap 17.5)

Introdução

É nosso objetivo analisar a passagem bíblica de Apocalipse 17.1-6, que trata da relação da igreja com o espírito da Babilônia. Veremos, como a igreja pode se posicionar diante desse espírito, fundamentando nossa argumentação na Palavra de Deus.

I. SÍNTESE DA “BABILÔNIA” NA BÍBLIA

1. Significado

Conforme o dicionário bíblico Unger (SBB), no Hebraico o nome Babilônia é derivado da raiz “balal” (“confundir” ou “misturar”) e faz referência à confusão de línguas que surgiu na torre (Gn 11.9).

A Babilônia era um antigo reino que floresceu ao sul da Mesopotâmia. Sua capital era a cidade de Babilônia, também conhecida como “Bab-ilu”, que significa “portão de deus” em acadiano.

Porém, o significado exato de “Babilônia” na Bíblia pode variar dependendo do contexto e do livro específico em que é mencionada.

Na Bíblia, o termo “Babilônia” é frequentemente usado para se referir à antiga cidade da Mesopotâmia, que foi a capital do Império Babilônico. No contexto bíblico, a Babilônia desempenha um papel significativo em vários momentos e é mencionada em diferentes livros.

Em termos gerais, a Babilônia é retratada como um símbolo de impiedade, rebelião e opressão contra o povo de Deus. Ela é associada à idolatria, arrogância e corrupção. A queda da Babilônia é frequentemente retratada como um cumprimento do juízo divino contra seus pecados.

Jeremias 50-51 Profecia contra a Babilônia: Estas profecias anunciam a destruição e o julgamento da Babilônia como uma resposta à sua maldade e opressão contra o povo de Deus.

O cumprimento dessas profecias ocorreu quando a Babilônia foi conquistada pelos persas no século VI a.C.

Apocalipse 17-18 – Visão da Grande Prostituta: A Babilônia é descrita simbolicamente como uma grande prostituta que representa um sistema de falsidade, idolatria e corrupção espiritual.

Essa visão se refere à Babilônia como um poder maligno. Nesse contexto, a Babilônia pode representar o sistema mundial de idolatria, pecado e poder opressor que se opõe ao reino de Deus.

II. A BABILÔNIA EM APOCALIPSE (Ap 17.1-6)

Na perspectiva pré-tribulacional, acredita-se que o livro de Apocalipse retrata eventos futuros que ocorrerão antes e durante o período conhecido como a Grande Tribulação. No contexto escatológico, a mulher descrita em Apocalipse 17:1-5 é interpretada como a representação simbólica de um sistema religioso falso e corrupto que surgirá nos últimos tempos.

Essa mulher é associada a uma cidade chamada Babilônia, que representa um sistema mundial de idolatria e falsas crenças.

1. Significados.

A) Apocalipse 17:3: “vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata…”.

A besta escarlate na qual a mulher está sentada é interpretada como o Anticristo, um líder político e religioso que surgirá durante a Grande Tribulação. Ele terá poder e influência sobre as nações da Terra.

A mulher estar sentada sobre a besta indica uma relação de cooperação e apoio mútuo entre o sistema religioso falso e o líder político maligno.

Os nomes blasfemos que a mulher carrega simbolizam sua rebelião contra Deus e sua pretensão de se igualar a Ele. Isso representa uma apostasia generalizada e uma rejeição consciente da verdade divina.

B) Apocalipse 17:4: “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada…”

A descrição da mulher vestida de púrpura e escarlate, adornada de ouro e pedras preciosas, simboliza sua riqueza e ostentação. Isso sugere uma conexão com o luxo e a opulência associados à idolatria e ao poder político.

C) Apocalipse 17:4: “…tinha na sua mão um cálice de ouro…”

O cálice de ouro que a mulher segura representa a sua influência corruptora, pois está cheio de “coisas repugnantes e das impurezas da sua prostituição”. Isso indica a sua participação em práticas imorais e espirituais impuras, que seduzem e corrompem as pessoas.

D) Apocalipse 17:4: “…a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra…”.

A inscrição na testa da mulher, “Babilônia, a Grande, a mãe das prostitutas e das abominações da terra”, é simbólica e representa sua natureza maligna e sua influência sobre outras formas de idolatria e perversão. Ela é identificada como a origem e a líder de práticas imorais e abomináveis.

E) Apocalipse 17:7: “…a mulher estava embriagada do sangue dos santos…”.

A mulher está “embriagada com o sangue dos santos, o sangue dos que testemunharam de Jesus”. Isso indica sua responsabilidade pela perseguição e martírio dos seguidores de Cristo, evidenciando sua hostilidade em relação à fé cristã.

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